A Justiça concedeu rescisão indireta ao zagueiro Bruno Uvini em ação movida contra o Esporte Clube Vitória. O jogador acionou o clube baiano cobrando quase R$ 5 milhões referentes a salários atrasados e irregularidades no recolhimento do FGTS. De acordo com a decisão do juiz Alexei Malaquias Almeida, os últimos depósitos do fundo foram realizados em janeiro de 2025, e os atrasos salariais foram confirmados nos autos.
Inicialmente, o clube afirmou que se pronunciaria posteriormente. Em seguida, justificou que não poderia comentar o caso por estar em segredo de Justiça. No entanto, divulgou posteriormente que seu Departamento Jurídico recorreu da decisão e apresentou defesa contestando as alegações do jogador.
O Vitória já havia afirmado anteriormente que Bruno Uvini estava submetido a um plano especial de treinamento e que teria abandonado atividades orientadas pela comissão técnica. O clube também sugeriu que o jogador estaria tentando forçar uma rescisão contratual.
A defesa do zagueiro rebateu as acusações e afirmou que ele esteve presente em todos os dias de trabalho antes da entrada da ação. O advogado João Chiminazzo sustentou que, após o pedido de rescisão contratual, Bruno não era mais obrigado a comparecer ao clube. “O Vitória não alegou abandono de trabalho. Pelo contrário, confessou o atraso no pagamento dos salários”, afirmou.
Contratado em abril de 2024, Bruno Uvini fez apenas oito partidas com a camisa rubro-negra, seis delas como titular. A última vez que atuou foi em julho do ano passado. Desde janeiro de 2025, o jogador estava fora dos planos da comissão técnica.