O futebol brasileiro está em luto com a perda de um de seus grandes talentos históricos. O ex-meia Geovani Silva, consagrado pela torcida do Vasco da Gama com o apelido de Pequeno Príncipe, faleceu aos 62 anos de idade na madrugada desta segunda-feira (18), no Espírito Santo. O ex-atleta passou mal de forma repentina por volta das 5h e sofreu uma parada cardíaca fulminante em sua residência. Ele chegou a ser socorrido e levado às pressas para um hospital no município de Vila Velha por seus filhos, mas deu entrada na unidade de saúde já sem vida. A informação sobre o seu falecimento foi confirmada oficialmente por familiares e por canais de jornalismo esportivo.
Nos últimos anos, Geovani enfrentava uma série de complicações crônicas em sua saúde. O ex-jogador travava uma batalha pública contra a polineuropatia, além de possuir problemas cardíacos prévios e um histórico de tratamento médico contra um câncer na coluna. Apesar do estado delicado de saúde recente, o ex-craque recebeu uma homenagem presencial do Vasco em fevereiro deste ano, antes de uma partida realizada em solo capixaba, tendo a oportunidade de celebrar o reconhecimento de sua trajetória junto à torcida ainda em vida.
Revelado profissionalmente pela Desportiva Ferroviária, da cidade de Cariacica, Geovani ganhou projeção e idolatria nacional no início da década de 1980 ao vestir a tradicional camisa 8 do Vasco da Gama. No clube carioca, ele participou ativamente de gerações memoráveis e vitoriosas do futebol brasileiro, dividindo os gramados ao lado de outras lendas como Roberto Dinamite e Romário. Pela Seleção Brasileira, construiu uma trajetória repleta de protagonismo, sendo o artilheiro e herói do título mundial sub-20 em 1983, ocasião em que anotou o gol da vitória na finalíssima contra a Argentina. Mais tarde, ele também faturou a medalha de prata nas Olimpíadas de Seul, em 1988, e o troféu da Copa América de 1989 com o time principal.
Considerado o maior ícone do esporte no Espírito Santo, o ex-meio-campista também construiu carreira no mercado internacional, acumulando passagens de destaque por clubes da Itália, como o Bologna, da Alemanha, defendendo o Karlsruher, e do México, onde jogou pelo Tigres. Antes de pendurar as chuteiras e encerrar definitivamente a carreira no futebol profissional, o meia ainda defendeu as camisas de equipes brasileiras como o ABC e o Rio Branco, despedindo-se dos gramados em seu estado natal. Geovani Silva deixa filhos, parentes, amigos e uma legião de admiradores espalhados pelo país.