Pesquisa expõe medo nos estádios e força criação de comissão antiviolência na CBF

Por Redação 26/05/2026, às 07h05 - Atualizado às 06h31

Um levantamento estatístico sobre o comportamento dos torcedores motivou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a reestruturar as diretrizes de segurança e a tabela das competições nacionais. Os dados da pesquisa apontam que a insegurança afastou 35% do público dos estádios no país, enquanto 74% dos entrevistados consideram as praças esportivas locais inadequadas para o convívio de crianças e idosos.

Diante do diagnóstico, a entidade reuniu representantes das equipes das Séries A e B, no Rio de Janeiro, para oficializar a criação de uma comissão permanente de combate à violência. Sob a presidência de Mauro Carmélio Neto, que comanda a Federação Cearense de Futebol, o grupo terá a atribuição de formular políticas públicas integradas com os órgãos de Justiça e com as forças de segurança estaduais.

A principal medida operacional em discussão para tentar reverter o esvaziamento das arquibancadas é a alteração na grade de programação das rodadas. A intenção da CBF é estabelecer um padrão de horários que reduza de forma expressiva o volume de partidas realizadas no período noturno. Como alternativa, a confederação planeja expandir a frequência de jogos agendados para as manhãs de domingo, na faixa das 11h, nas próximas temporadas.

Além da reestruturação do calendário, o planejamento prevê a universalização da biometria facial nas catracas de acesso. A tecnologia é apontada pela entidade como um mecanismo eficiente para monitorar a frequência e coibir o acesso de torcedores que possuam restrições judiciais.

O comitê gestor estabeleceu que os trabalhos iniciais serão divididos em quatro eixos estratégicos: o aprimoramento no controle de entrada do público, o monitoramento compartilhado de processos criminais, o reforço na proteção das delegações de atletas e a extensão das competências do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para punir ocorrências de âmbito regional.