A eliminação da Coreia do Sul ainda na fase de grupos da Copa do Mundo gerou forte repercussão no país. Neste domingo (28), o presidente sul-coreano, Lee Jae-Myung, criticou duramente o técnico Hong Myung-Bo, classificando-o como “incompetente” e atribuindo o fracasso da seleção à escolha do comando técnico.
A equipe terminou a primeira fase na terceira colocação do Grupo A, com três pontos, mas não conseguiu ficar entre os oito melhores terceiros colocados e foi eliminada após a derrota por 1 a 0 para a África do Sul. A decepção foi tão grande que a emissora KBS chegou a borrar o rosto do treinador em uma reportagem sobre a campanha da seleção.
Em publicação nas redes sociais, Lee afirmou ter sentido “confusão” e “perplexidade” com a eliminação. O presidente disse que a escolha do treinador priorizou relações pessoais em vez da competência e defendeu que o episódio evidencia falhas nos critérios de nomeação para cargos de liderança.
Além das críticas, o presidente anunciou que solicitará ao Ministério dos Esportes uma investigação sobre a participação da seleção no Mundial. Segundo ele, é necessário apurar as causas da eliminação, já que recursos públicos foram investidos na preparação da equipe, e adotar medidas para evitar que uma situação semelhante volte a acontecer.
Hong Myung-Bo, que assumiu o comando da seleção em 2024, já era alvo de questionamentos desde sua contratação. Parte da imprensa sul-coreana criticava o processo de escolha do treinador e apontava suspeitas de favorecimento por parte da federação, aumentando a pressão sobre o comandante após a campanha decepcionante na Copa.