Por Mirian Silva
A febre das figurinhas da Copa do Mundo de 2026 já tomou conta de Salvador e da Região Metropolitana. Antes mesmo de a bola rolar nos estádios dos Estados Unidos, Canadá e México, milhares de torcedores têm se reunido em shopping centers para um ritual que atravessa gerações: completar o álbum oficial do Mundial.
Nos postos de troca, o cenário é marcado por mesas ocupadas por colecionadores, álbuns abertos, pacotes recém-comprados e dezenas de figurinhas repetidas organizadas por seleções, categorias ou níveis de raridade. A missão é encontrar quem tenha a peça desejada e negociar a troca que pode deixar a coleção mais próxima de ser concluída.
A movimentação reúne públicos de todas as idades. Crianças que estão montando o primeiro álbum dividem espaço com adolescentes, adultos e até idosos que acompanham a tradição há décadas. Em comum, todos compartilham a paixão pelo futebol e a expectativa pela próxima Copa do Mundo.
Mais do que uma simples brincadeira, a troca de figurinhas se transformou em um momento de convivência. Entre uma negociação e outra, surgem conversas sobre os favoritos ao título, lembranças de Mundiais passados e histórias de coleções que ficaram incompletas ou foram finalizadas após meses de procura.
A busca pelas figurinhas consideradas raras é um dos principais atrativos para os colecionadores. Muitas delas se tornam as mais disputadas dos encontros, exigindo paciência e estratégia para serem encontradas. Já as figurinhas repetidas, que em casa podem parecer um problema, se transformam em moeda de troca nos eventos realizados nos shoppings.
O movimento também tem refletido no comércio. Lojas, bancas e quiosques registram aumento na procura por álbuns e pacotes, impulsionados pelo entusiasmo dos torcedores. Em alguns centros comerciais, os encontros de troca passaram a fazer parte da programação regular, atraindo visitantes e movimentando diferentes setores dos empreendimentos.
Para muitas famílias, a experiência representa uma oportunidade de reunir diferentes gerações em torno de uma mesma atividade. Pais e mães revivem a emoção de completar álbuns de outras Copas ao lado dos filhos, enquanto os mais novos descobrem uma tradição que resiste ao avanço da tecnologia e continua despertando interesse a cada edição do torneio.
A poucos meses do início da Copa do Mundo de 2026, a corrida para completar o álbum já está em pleno andamento. Em Salvador e na Região Metropolitana, os encontros de troca mostram que, para muitos torcedores, o Mundial começa muito antes do primeiro jogo. E, por enquanto, a disputa mais acirrada acontece longe dos gramados, entre pilhas de figurinhas e colecionadores determinados a preencher cada página da coleção.