Vini Jr. lança escritório de advocacia para o combate ao racismo no Brasil

Por Redação 14/05/2026, às 08h35 - Atualizado às 08h33

O atacante Vinícius Júnior anunciou nesta quarta-feira (13) a criação de um escritório de advocacia dedicado ao combate ao racismo no Brasil. A divulgação ocorreu em uma data de profundo simbolismo pessoal e histórico: além de coincidir com os 138 anos da abolição da escravidão no país, o dia 13 de maio marca o aniversário da estreia de Vini como profissional no Flamengo e a data em que assinou seu contrato com o Real Madrid. Para o jogador, a iniciativa transforma marcos de sua carreira em um compromisso institucional permanente com a causa antirracista.

Operado por meio do Instituto Vini Jr., o projeto tem como objetivo central oferecer suporte jurídico gratuito para vítimas de racismo e discriminação racial. Inicialmente, a atuação da banca, composta por advogados especializados em direitos humanos, terá foco em casos ocorridos nos âmbitos do esporte e da educação. Além do amparo legal, a estrutura também desenvolverá ações de conscientização, somando-se a outros projetos do atleta, como o “#LivrePraBailar”, que disponibiliza material pedagógico focado em letramento racial para crianças.

Em publicação nas redes sociais, Vinícius Júnior reforçou que o fim formal da escravidão ainda não garantiu a segurança da população negra. “A verdade é que a liberdade não chegou para todo mundo. O racismo ainda prende, ainda machuca, ainda silencia. E em pequenos gestos, tento ajudar. E é por isso que 13 de maio também virou um compromisso. Quem sofre racismo não pode lutar sozinho”, declarou o atleta em suas redes sociais.

O movimento consolida o craque como uma das lideranças globais mais ativas no enfrentamento ao preconceito. Após se tornar alvo sistemático de ataques criminosos em estádios na Europa, Vini Jr. passa agora a oferecer ferramentas concretas de defesa jurídica para brasileiros que enfrentam a violência racial. O anúncio repercutiu amplamente, sendo visto como um passo fundamental para garantir que crimes de ódio não fiquem impunes por falta de acompanhamento técnico qualificado para as vítimas.