A 3ª Comissão Disciplinar do STJD julgou, nesta quinta-feira (30), os envolvidos do Esporte Clube Vitória por declarações contra a arbitragem após a derrota para o Athletico Paranaense na Série A do Campeonato Brasileiro.
No julgamento, o técnico Jair Ventura foi absolvido, enquanto o presidente Fábio Mota e o atacante Erick acabaram punidos. O mandatário recebeu uma suspensão de 30 partidas, já o jogador foi penalizado com dois jogos de gancho. Ainda cabe recurso da decisão.
Com isso, tanto Erick quanto Fábio Mota só poderão participar do confronto deste sábado (2), contra o Coritiba, caso consigam um efeito suspensivo antes da partida.
Os três foram denunciados com base no artigo 258, parágrafo 2º, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de atitudes consideradas desrespeitosas contra a equipe de arbitragem ou reclamações feitas de forma inadequada.
Relembre o caso
Após a derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR, Erick afirmou que o Vitória havia sido “roubado de novo”, fazendo referência também a um jogo anterior contra o Flamengo. Já Jair Ventura declarou que a situação “acabaria em pizza”, enquanto Fábio Mota classificou a arbitragem como um “escândalo” e criticou a falta de critérios.
Durante o julgamento, Fábio Mota se defendeu dizendo que não teve a intenção de desrespeitar, mas sim de cobrar maior clareza nas decisões da arbitragem. Segundo ele, a falta de uniformidade nas interpretações vem prejudicando o clube de forma recorrente.
Erick, por sua vez, reconheceu que exagerou na declaração e afirmou que falou sob forte emoção após o jogo, sem intenção de acusar diretamente os árbitros.
Já Jair Ventura explicou que utilizou uma expressão popular para criticar a ausência de consequências práticas, mesmo após o reconhecimento de erros pela arbitragem, negando qualquer desrespeito.