Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (8), no Barradão, o executivo de futebol do Vitória, Gustavo, fez um balanço das contratações do clube e comentou sobre a efetivação do treinador Rodrigo Chagas.
Gustavo defendeu os nove jogadores contratados, que, com exceção de Ramon, ainda não se firmaram como titulares. “Nós trouxemos nove jogadores, e é natural que haja processos individuais de inserção. O atleta pode se sentir mais ou menos ambientado, e isso vale até mesmo em transferências nacionais”, afirmou o executivo. Ele citou as lesões de jogadores como Renzo e Romarinho para justificar a demora na adaptação.
O dirigente também abordou as dificuldades financeiras do clube e como isso influenciou as contratações. Segundo ele, a tradição do Vitória foi fundamental para atrair novos atletas, mesmo com o orçamento limitado. “O ajuste à realidade não significa ter muito ou pouco dinheiro; é preciso coerência com o que se trabalha. Eu não posso buscar atletas com valores muito fora da história do Vitória, porque isso beira a irresponsabilidade”, ressaltou.
Sobre a efetivação de Rodrigo Chagas no comando técnico, Gustavo garantiu que a decisão não foi por falta de opções no mercado, mas por um processo de maturação interna. “Foi um processo natural de tomada de decisão. Você vai excluindo possibilidades, imaginando cenários e canalizando para o nome que, ao final, se entende como adequado — que foi o Rodrigo”, explicou o executivo. A permanência do treinador, segundo ele, foi uma decisão unânime.