A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou 18 casos de coqueluche em 2024, com 81 casos suspeitos identificados ao longo do ano. O estado também registrou, em 12 de novembro, o primeiro óbito pela doença desde 2019. A vítima foi um bebê de 9 meses, residente em Teixeira de Freitas, que não havia recebido nenhuma vacina do calendário básico de imunização. Durante a internação, a criança testou positivo para coqueluche, Covid-19, rinovírus e adenovírus.
Entre os 18 casos confirmados, 11 foram registrados em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul do estado, que enfrenta um surto da doença. Salvador registrou quatro casos, Bom Jesus da Lapa dois e Euclides da Cunha um. A faixa etária das pessoas afetadas varia de um mês a 32 anos, sendo 45% dos casos confirmados em crianças menores de um ano, grupo particularmente vulnerável às complicações graves da doença.
A coqueluche, uma doença imunoprevenível, permanece como um desafio de saúde pública devido à alta transmissibilidade, especialmente entre lactentes que ainda não completaram o esquema vacinal. A Sesab alerta que a vacinação é a principal medida de prevenção, sendo crucial que pais e responsáveis sigam rigorosamente o calendário básico de imunização.
Os casos suspeitos foram notificados em diferentes regiões da Bahia, com destaque para o Extremo Sul, Centro Leste e Leste do estado. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) segue investigando os casos para garantir diagnóstico precoce e controle da disseminação.
Importância da vacinação
A Sesab reforça a necessidade de intensificar campanhas de vacinação, principalmente entre crianças e grupos de risco, para prevenir novos casos e óbitos. Além disso, a investigação laboratorial é essencial para o diagnóstico e o tratamento adequado, evitando complicações graves e mortes.
“A coqueluche pode ser controlada com vacinação, mas exige atenção constante das autoridades de saúde para garantir proteção, especialmente entre as populações mais vulneráveis”, destacou a Sesab em nota oficial.