O preço da cesta básica em Salvador subiu 4,43% em maio na comparação com abril e passou a custar R$ 707,28, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
No acumulado de 12 meses, a alta foi de 12,45%, enquanto a variação registrada entre dezembro de 2025 e maio de 2026 chegou a 16,43%.
Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento dos consumidores estão o tomate, que ficou 22,55% mais caro em relação a abril, o feijão carioca (5,23%), o leite integral (4,82%) e o arroz agulhinha (3,76%). Também registraram aumento a carne bovina de primeira (1,11%), o pão francês (0,59%) e a manteiga (0,33%).
Por outro lado, alguns itens apresentaram redução de preço, como café em pó (-4,20%), açúcar cristal (-1,10%), óleo de soja (-0,93%) e banana (-0,82%). A farinha de mandioca manteve preço estável no período.
O levantamento mostra ainda que um trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 95 horas e 59 minutos para comprar a cesta básica em maio. Em abril, eram necessárias 91 horas e 55 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, a cesta comprometeu 47,17% da renda mensal do trabalhador soteropolitano. Em abril, esse percentual era de 45,17%.