A indústria da Bahia apresentou o maior ritmo de crescimento do país na passagem de março para abril. O setor avançou 3% no período, garantindo o topo do ranking entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE e superando com folga a média nacional, que ficou em 0,7%.
Este é o quarto resultado positivo consecutivo da produção industrial baiana, que vem mostrando fôlego nos últimos meses. Na comparação com abril do ano passado, o estado também conseguiu interromper uma sequência amarga de quatro meses de quedas e registrou uma leve alta de 1%.
O faturamento e a produtividade do mês foram impulsionados pela retomada das indústrias extrativas, que saltaram 17,8%, e pelo peso do refino de petróleo, que cresceu 2,6% e puxou o setor de transformação para o azul. Outros destaques positivos foram a fabricação de alimentos, com alta de 5,3%, e o setor químico, que subiu 3,8%. Na outra ponta, os ramos de materiais elétricos e calçados despencaram e impediram um avanço ainda maior da economia local.
Apesar do fôlego em abril, o sinal de alerta continua aceso para o balanço geral do ano. No acumulado dos primeiros quatro meses de 2026, a Bahia ainda amarga a segunda maior queda do país, com recuo de 4,6% na produção. O desempenho de longo prazo também reflete esse cenário difícil, com retração de 2,2% nos últimos 12 meses.