Desabamento de teto na Igreja de São Francisco de Assis; o que se sabe sobre o caso

Por Redação 06/02/2025, às 10h24 - Atualizado às 09h06

Na tarde desta quarta-feira (5), parte do teto central da Igreja São Francisco de Assis, localizada no Pelourinho, desabou, resultando na morte de uma jovem de 26 anos e deixando outras cinco pessoas feridas. A tragédia ocorreu durante o horário de visitação, com turistas presentes no local, o que gerou grande comoção. O templo histórico foi interditado imediatamente após o acidente.

O desabamento, que aconteceu entre 14h30 e 15h, teve um impacto significativo. Guias que estavam no local relataram que o estrondo, ouvido por quem passava pela área, foi comparado ao som de uma bomba. Uma comerciante do Pelourinho descreveu o cenário de desespero, pois as portas da igreja estavam fechadas, dificultando a evacuação das pessoas.

A vítima fatal foi a turista paulista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, que estava acompanhada por três amigos. Os outros feridos, cinco no total, foram socorridos e encaminhados a hospitais, com ferimentos leves e sem risco de morte. O acidente ocorreu na área dos bancos, bem no centro do templo.

A causa do desabamento está sendo investigada. O diretor da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macêdo, apontou que a falta de manutenção, somada ao tempo e à idade do edifício, pode ter contribuído para o acidente. No entanto, ele afirmou que não havia indícios de risco iminente no local. A situação será apurada por equipes técnicas, que analisam os danos e as circunstâncias.

A Igreja São Francisco de Assis é um patrimônio histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que compartilha a responsabilidade pela preservação da estrutura com a Ordem Primeira de São Francisco. A igreja havia solicitado uma visita técnica do Iphan na última segunda-feira (3) para avaliar um problema identificado no forro, que apresentava dilatação. A restauração do imóvel já estava em andamento, com um investimento de R$ 1,2 milhão, destinado à elaboração de um projeto de preservação.

Após o acidente, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciou as investigações sobre a morte da turista, enquanto a Defesa Civil e o Iphan seguem com as análises técnicas para esclarecer as causas do desabamento. O templo permanece interditado até que a segurança da estrutura seja confirmada.