Por Thiago Conceição, com informações de Záfya Tomaz
Durante o lançamento da pedra fundamental de uma nova fábrica em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, o CEO da Windey no Brasil, Ricardo Galvão, detalhou os investimentos previstos e o impacto na geração de empregos com a instalação da unidade no estado.
O evento foi realizado na manhã desta terça-feira (9) e marcou o início do projeto voltado à montagem de sistemas de armazenamento de energia em baterias de grande porte.
Segundo o executivo, o investimento estimado é de R$ 100 milhões ao longo dos próximos anos, incluindo aquisição de equipamentos, importação de tecnologia e formação de equipe.
“Nós vamos fazer um investimento, nesses próximos anos, de 100 milhões de reais dentro dessa fábrica, incluindo toda a questão de aquisição de máquinas, importações, pessoal humano. Veja que uma fábrica de BESS, que é esse nosso propósito em primeiro lugar, e depois de turbinas, são fábricas que vêm da China muito automatizadas. Existem fábricas lá que são praticamente com 98% de automatização, mas nós mesmo assim acreditamos que nós conseguiremos ter na faixa de 70 a 120 profissionais, com o passar do tempo, quando a gente fizer a operação completa”, afirmou.
De acordo com Galvão, a escolha da Bahia está diretamente relacionada ao potencial do estado na área de energia renovável, especialmente no segmento eólico. “A Bahia, para quem não sabe, tem os melhores projetos de energia renováveis. Os melhores ventos do Brasil são na Bahia, principalmente ventos noturnos com mais de 9, 10 metros por segundo. Isso faz uma diferença incrível”, disse.
O executivo também destacou que a unidade deve operar não apenas para atender o mercado nacional, mas com foco na exportação para outros países da América Latina. “E nós temos uma série de incentivos para o Nordeste. Como é que a gente vai fazer esse protagonismo? Justamente trazendo essa fábrica, não só para trazer divisas automaticamente para a Bahia, mas como eu acabei de falar, nós vamos usar essa fábrica para exportar as nossas divisas, exportar os nossos produtos para toda a América Latina. Então com isso a gente vai trazer essa propriedade, essa firmeza para o nosso país, para a nossa Bahia e para toda a América Latina”, concluiu.