Por Záfya Tomaz
Falta exatamente um mês para o São João, uma das festas mais tradicionais e importantes da Bahia. Além do impacto cultural, o período junino também representa uma das maiores movimentações econômicas do estado, impulsionando turismo, comércio, hotelaria, transporte e setor de eventos.
A expectativa é de que os festejos movimentem bilhões de reais na economia baiana neste ano, com milhares de turistas circulando entre cidades do interior e a capital. Municípios como Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Ibicuí e Senhor do Bonfim já aceleram os preparativos para receber milhares de visitantes. Em Salvador, o clima junino também começa a ganhar força no comércio, com aumento na procura por roupas xadrez, itens de decoração e produtos típicos como milho, amendoim e licor.
Ao mesmo tempo, o Ministério Público da Bahia tem intensificado a fiscalização dos contratos firmados pelas prefeituras para os festejos. O órgão vem acompanhando gastos públicos, cachês de artistas e possíveis irregularidades nas contratações realizadas pelos municípios durante o período junino.
Neste ano, um dos assuntos que mais repercutiram foi o cancelamento do São João do Parque de Exposições, em Salvador. A decisão gerou reação de artistas, empresários e parte do público, já que o espaço se consolidou nos últimos anos como um dos principais polos juninos da capital baiana.
Mesmo com a mudança em Salvador, o interior segue como principal destino dos festejos, mantendo tradições como quadrilhas, forró, fogueiras e apresentações culturais espalhadas por diversas regiões do estado.
Com a contagem regressiva oficialmente iniciada, a expectativa é de aumento no fluxo em rodoviárias, aeroportos e estradas nas próximas semanas, especialmente nos dias que antecedem o feriado de São João.