A inflação na Região Metropolitana de Salvador desacelerou pelo segundo mês consecutivo e fechou maio em 0,51%, abaixo da média nacional de 0,58%. Apesar do recuo no ritmo, o custo de vida segue pressionado principalmente pelos preços dos alimentos e da energia elétrica.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12). Ao todo, sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram aumento de preços no período.
O principal impacto veio do grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,69% — maior alta para um mês de maio em 18 anos. Produtos básicos tiveram forte elevação, com destaque para batata-inglesa e tomate, além de carnes e leite.
Outro fator de pressão foi a habitação, com alta de 1,97%, impulsionada principalmente pelo aumento de 6,73% na energia elétrica. O reajuste tarifário e a bandeira amarela contribuíram para o encarecimento da conta de luz no período.
Por outro lado, o grupo transportes ajudou a conter a inflação na capital baiana, com queda de 1,81%. A redução foi puxada pelos combustíveis, especialmente gasolina e etanol, que registraram recuos expressivos.
No acumulado de 2026, a inflação em Salvador chega a 3,57%, acima da média nacional. Já nos últimos 12 meses, o índice soma alta de 4,67%, levemente inferior ao registrado no país como um todo.