Cada vez mais baianos estão optando ou precisando morar de aluguel. Dados da PNAD Contínua 2025, do IBGE, mostram que 2,391 milhões de pessoas vivem atualmente em imóveis alugados no estado, um crescimento de 39,7% em relação a 2016.
O avanço chama atenção pelo ritmo consistente ao longo dos últimos anos e acompanha mudanças no perfil da população. Fatores como renda instável, dificuldade de financiamento e o alto custo para aquisição da casa própria têm impulsionado a busca por imóveis alugados, especialmente nos grandes centros urbanos.
Além disso, transformações sociais também ajudam a explicar o cenário. O aumento de pessoas morando sozinhas, a redução do tamanho das famílias e a maior mobilidade no mercado de trabalho fazem com que o aluguel se torne uma alternativa mais viável e flexível para muitos baianos.
Mesmo com esse crescimento, a casa própria ainda é a realidade da maioria. Cerca de 75,4% da população vive em imóveis próprios, sendo grande parte já quitada, um dado que reforça o peso histórico da propriedade como principal forma de moradia no estado.
O mercado também tem se adaptado a essa nova demanda. Nos últimos anos, houve expansão na oferta de imóveis para locação, com destaque para unidades menores, mais compactas e com custos mais acessíveis, voltadas principalmente para quem mora sozinho ou em núcleos familiares reduzidos.
Apesar disso, a Bahia ainda tem uma proporção de imóveis alugados inferior à média nacional, o que indica que o avanço do aluguel acontece de forma gradual, sem romper completamente com o modelo tradicional de moradia.