Durante o tradicional cortejo do 2 de Julho em Salvador, policiais militares e bombeiros realizaram uma marcha para reivindicar melhorias nas condições de trabalho e o cumprimento da Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros. A mobilização foi organizada por associações representativas da categoria na Bahia.
O presidente da Força Invicta, major Igor Rocha, explicou que a manifestação teve caráter pacífico e buscou chamar atenção para pautas que, segundo os participantes, vêm sendo negligenciadas. “Estamos nas ruas diariamente garantindo a segurança da população. Nada mais justo do que utilizar uma data cívica como o 2 de Julho para defender nossos direitos”, afirmou.
A principal demanda dos militares é a implementação da Lei Orgânica Nacional, aprovada em 2023, mas ainda não aplicada na Bahia. A legislação estabelece parâmetros unificados para os direitos dos profissionais da segurança pública nos estados. Entre os pontos destacados estão o escalonamento vertical de salários, que prevê remuneração proporcional entre patentes, e a promoção requerida, mecanismo criado para reduzir atrasos no avanço da carreira.
“O escalonamento traz dignidade desde o soldado até o coronel. Já a promoção requerida tenta corrigir uma situação recorrente, em que militares passam mais de uma década sem ascensão profissional, mesmo após aprovação em concurso público”, disse o major.
Durante a entrevista, ele também pontuou que os investimentos em infraestrutura e equipamentos são importantes, mas que é fundamental priorizar os profissionais. “O servidor precisa se sentir valorizado, com condições de garantir segurança à sua própria família, com moradia, alimentação e acesso à educação.”
Ao final, o presidente da Força Invicta convocou a sociedade a apoiar as reivindicações da categoria. “Assim como há mais de 200 anos a população baiana lutou por sua independência, hoje pedimos que caminhem conosco para que a valorização do nosso trabalho se torne realidade.”