A Prefeitura de Cairu adiou o reajuste da Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (TUPA), cobrada dos visitantes que chegam a Morro de São Paulo. O aumento elevaria a taxa para R$ 90, mas a medida foi postergada após repercussão entre moradores, empresários e representantes do setor turístico.
Segundo apuração do Portal Taktá, a decisão busca ampliar o diálogo com os segmentos envolvidos e avaliar os impactos da mudança sobre a atividade turística. O novo cronograma prevê a entrada em vigor dos novos valores em 1º de agosto de 2026 em Morro de São Paulo e em 20 de dezembro em Boipeba.
Em nota, a prefeitura afirmou que o adiamento está ligado à conclusão de obras nos dois distritos. Em Morro de São Paulo, está em andamento a implantação de uma nova estrutura de controle de acesso. Já em Boipeba, a administração municipal constrói um novo receptivo de visitantes, com entrega prevista para o fim do ano.
A gestão municipal também ressaltou que a TUPA é a principal fonte de financiamento da estrutura turística e ambiental do arquipélago. Dados da prestação de contas de maio mostram que os recursos arrecadados financiaram cerca de R$ 1,3 milhão em serviços e investimentos nos destinos turísticos de Cairu.
Segundo a prefeitura, o custeio desses serviços por meio da tarifa evita que os gastos recaiam sobre o orçamento geral do município. Instituída pela Lei Municipal nº 586/2019, a TUPA foi criada com o objetivo de compartilhar os custos da atividade turística com os visitantes e garantir a preservação ambiental e a qualidade de vida da população local.
Representantes do setor turístico, no entanto, demonstraram preocupação com os efeitos do reajuste sobre a competitividade de Morro de São Paulo, um dos destinos mais procurados da Bahia. A expectativa é que o tema continue sendo debatido antes de uma definição definitiva sobre os novos valores.