MPF abre inquérito para investigar contaminação ambiental em São Tomé de Paripe

Por Redação 19/05/2026, às 19h35 - Atualizado às 18h20

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um Inquérito Civil Público para investigar a contaminação ambiental na praia de São Tomé de Paripe, localizada no Subúrbio Ferroviário de Salvador, na Bahia. A suspeita é de impactos causados pelas atividades do Terminal Marítimo de Granéis (TMG), também conhecido como Terminal Itapuã, operado pela empresa Intermarítima Portos e Logística.

A portaria que instaurou o procedimento foi assinada pela procuradora da República Vanessa Gomes Previtera e publicada oficialmente nesta segunda-feira (18). O objetivo da investigação é apurar possíveis danos ambientais e responsabilidades relacionadas à poluição da região costeira.

De acordo com o MPF, o inquérito busca investigar a presença de níveis anormais de cobre e compostos nitrogenados na água, areia, sedimentos e na biota marinha da área. Também serão analisados relatos de mortandade de animais marinhos, que podem estar associados à degradação ambiental.

O procedimento inclui ainda a verificação do cumprimento das condicionantes previstas na licença ambiental concedida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema). O órgão federal pretende avaliar se houve descumprimento das exigências ambientais por parte da empresa responsável pela operação do terminal.

A abertura do inquérito foi motivada por um parecer técnico do próprio Inema, concluído em maio de 2026, que apontou a presença de contaminação na água e nos sedimentos da região, indicando possível relação com o manejo de cargas no terminal marítimo.

Como primeiras medidas, o MPF determinou articulação com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), além da solicitação de reunião com a 1ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente de Salvador. Também foi solicitado o compartilhamento de documentos e relatórios técnicos já produzidos, incluindo análises e fiscalizações ambientais, para subsidiar a investigação federal.