Em meio à paralisação de servidores municipais de Salvador, que mobiliza cerca de 28 mil trabalhadores, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) se pronunciou nesta segunda-feira (9) sobre a continuidade da greve e as manifestações lideradas pelo Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps). O mais recente protesto ocorreu em uma das estações mais movimentadas da capital baiana, a Estação da Lapa, onde os trabalhadores reforçaram as reivindicações por melhores condições salariais e de benefícios.
Entre as principais demandas da categoria estão um reajuste salarial de 25%, aumento de 50% no auxílio-alimentação e a elevação da contribuição da prefeitura no plano de saúde dos servidores, de 60% para 70%.
O coordenador-geral do Sindseps, Everaldo Braga, afirmou que os trabalhadores aguardam uma retomada efetiva da mesa de negociação. Mas o prefeito já deixou claro que a mesa de negociação irá recomeçar somente se a greve tiver fim.
Em resposta, Bruno Reis voltou a defender as ações da gestão municipal. Segundo ele, o reajuste concedido já foi além do que o orçamento permitiria. “A gente está conversando com a nossa equipe. Hoje, inclusive, o Tribunal de Justiça em relação ao Sindseps ampliou a multa de 10 mil para 100 mil o dia, determinando descontos das contribuições sindicais, ou seja, reafirmando a ilegalidade da greve. Nós demos um reajuste além do que era possível. Então, para todos os servidores, 4,83. Para os servidores da educação, de 6,27 a 9”, disse o prefeito.
Bruno Reis pontuou também os desafios enfrentados pela administração municipal diante do cenário econômico nacional. “Vocês estão vendo a discussão toda que o Brasil está enfrentando, de corte de gastos públicos, a economia patinando, a taxa SELIC ao metro de 14,75 […] Quando a gente vê as nossas receitas, as transferências obrigatórias da União e do Estado, não há um aumento real em relação ao ano passado”, argumentou.
Confira o vídeo:
Ver essa foto no Instagram