Orçamento para restauração da Igreja da Boa Viagem pode sofrer reajuste de 45%

Por Redação 11/06/2026, às 07h05 - Atualizado às 06h45

O custo das obras de recuperação da Igreja e Hospício da Boa Viagem, em Salvador, pode passar por uma ampliação significativa. O Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (CFDD) aprovou um reajuste de 45% sobre o valor original do projeto. A decisão, contudo, tem caráter apenas autorizativo e não assegura o envio imediato do dinheiro, que está condicionado à disponibilidade de caixa.

Durante a reunião, o presidente do conselho esclareceu que o fundo enfrenta restrições financeiras e não possui orçamento disponível no momento para cobrir o acréscimo solicitado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com isso, a formalização do aditivo contratual dependerá de uma verificação futura de recursos. A medida foi aprovada por maioria de votos após debate sobre o impacto financeiro.

Iniciadas em abril de 2025, as intervenções contemplam a recuperação completa do templo e a implantação de uma hospedaria, projeto desenhado para fortalecer o turismo religioso e garantir a sustentabilidade econômica do espaço. O financiamento é dividido entre o Iphan e o Fundo de Direitos Difusos (FDD).

Inaugurada em 1741, esta é a primeira grande intervenção estrutural na história da Igreja da Boa Viagem. O local havia sido interditado pelo Iphan em fevereiro de 2025, uma semana após o acidente que causou a morte de uma turista na Igreja de São Francisco, no Pelourinho. Em janeiro deste ano, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, esteve em Salvador para visitar o andamento dos trabalhos.