A produção industrial da Bahia, abrangendo os setores de transformação e extrativa mineral, registrou uma queda de 0,6% em novembro de 2024 na comparação com o mês anterior, conforme dados ajustados sazonalmente. Em relação ao mesmo período de 2023, o recuo foi de 1,2%. Apesar disso, o desempenho acumulado de janeiro a novembro mostrou crescimento de 2,6%, com alta de 2,7% no indicador dos últimos 12 meses. As informações são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE.
Principais influências negativas e positivas
Seis das 11 atividades analisadas apresentaram redução na produção em novembro, com destaque para o segmento de derivados de petróleo, que registrou queda de 4,1%, puxada pela menor produção de óleos combustíveis e gasolina automotiva. Outros setores que contribuíram negativamente incluem:
- Indústria extrativa: -15,5%
- Couro, artigos para viagem e calçados: -4,1%
- Celulose, papel e produtos de papel: -9,5%
- Metalurgia: -5,5%
- Bebidas: -1,4%
Por outro lado, a fabricação de produtos químicos cresceu 14,4%, sendo o principal fator positivo do mês, impulsionada pelo aumento na produção de etileno não saturado e polietileno linear. Outros setores que contribuíram para o resultado foram:
- Produtos de borracha e material plástico: +7,7%
- Máquinas, aparelhos e materiais elétricos: +31,8%
- Minerais não metálicos: +8,0%
- Produtos alimentícios: +1,4%
Contexto geral
Apesar da retração pontual em novembro, o crescimento acumulado no ano reflete a recuperação gradual de setores estratégicos na indústria baiana. Contudo, o desempenho desigual entre os segmentos aponta desafios para o equilíbrio do setor, especialmente diante da redução na produção de itens como derivados de petróleo e metais, que têm grande peso na economia do estado.