Região Metropolitana de Salvador tem a maior inflação do Brasil em março

Por Redação 10/04/2026, às 14h32 - Atualizado às 13h20

A inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) ganhou força em março e atingiu 1,47%, o maior índice entre as 16 áreas pesquisadas pelo IBGE. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (10), representa uma aceleração significativa em relação a fevereiro (0,40%), além de superar a média nacional do IPCA, que ficou em 0,88%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o aumento foi impulsionado principalmente pelos grupos de transportes e alimentação. Juntos, esses setores concentraram as maiores pressões sobre o custo de vida na região.

O grupo de transportes registrou alta de 4,79%, a maior em mais de duas décadas. Dentro dele, o destaque foi o preço dos combustíveis, que subiram 17,26%. A gasolina teve aumento de 17,37%, considerado o mais elevado em cerca de 30 anos, desde meados da década de 1990. O diesel também teve forte avanço, de 23,83%, enquanto o etanol subiu 10,14%.

Já o grupo de alimentação e bebidas aumentou 2,26% no mês, marcando o maior avanço em seis anos. A principal pressão veio dos alimentos consumidos em casa, com destaque para tubérculos, raízes e legumes. Entre os itens que mais encareceram estão a batata-inglesa (55,15%), o tomate (49,25%) e a cebola (29,66%).

Apesar das altas, alguns grupos ajudaram a conter o avanço do índice. Vestuário apresentou queda de 0,41%, influenciado por reduções no preço de roupas e calçados, como tênis e bermudas masculinas. Já habitação caiu 0,30%, com destaque para a redução na conta de energia elétrica. Também houve recuo nos preços de hospedagem e transporte por aplicativo.

Com isso, a inflação acumulada na RMS no primeiro trimestre de 2026 chegou a 2,39%, o maior resultado entre as regiões analisadas pelo IBGE e acima do índice nacional no período, de 1,92%.