Salvador será palco pela 1ª vez de encontro nacional sobre gastronomias do Brasil

Por Redação 18/05/2026, às 15h00 - Atualizado às 14h34

Salvador será sede, pela primeira vez, do V Encontro de Pesquisas em Gastronomias do Brasil (ENPEGASTRO), que acontece entre os dias 8 e 12 de junho. O evento integra as comemorações pelos 80 anos da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e terá atividades distribuídas tanto dentro da universidade quanto em espaços públicos da capital baiana, como o Pelourinho, a Mouraria e a Feira de São Joaquim.

Com o tema “Gastronomias, corpos-territórios das mãos, dos contos e dos mundos”, o encontro pretende discutir saberes, memórias e práticas que atravessam a alimentação brasileira, com atenção especial à culinária baiana. Vinculado ao Departamento de Gastronomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o evento ocorre nesta edição em parceria com a UFBA, responsável por sediar as atividades.

A proposta do ENPEGASTRO é ampliar o entendimento contemporâneo da gastronomia, valorizando diferentes territórios, tradições e modos de fazer. A programação inclui debates que vão além da alta gastronomia e dos restaurantes, incorporando saberes de comunidades quilombolas, povos indígenas e práticas alimentares populares presentes em diversas regiões do país.

Entre os destaques da programação está a mostra artística e cultural de abertura no Espaço Cultural da Barroquinha e a Conferência Magna marcada para o dia 11 de junho, na Reitoria da UFBA. A atividade terá como tema “O Centenário de Manuel Querino: a arte culinária na Bahia como semente do futuro”, em referência ao intelectual baiano Manuel Querino, importante estudioso da cultura afro-brasileira.

O encontro também promoverá “andanças” por diferentes territórios de Salvador, incluindo a Feira de São Joaquim, o Mercado do Rio Vermelho, além de bairros históricos como o Pelourinho. A programação ainda contará com relatos em áudio enviados por pessoas de várias regiões do Brasil e lançamentos de livros voltados ao estudo das gastronomias, ampliando o diálogo entre pesquisa acadêmica, territórios e tradições alimentares.