Testemunhas são ouvidas por mais de 10 horas e júri de policiais do caso Geovane é retomado nesta quinta (18)

Por Redação 18/06/2026, às 07h15 - Atualizado às 07h03

Após mais de 10 horas de trabalhos intensos, encerrou-se, às 20h20 desta quarta-feira (17), o primeiro dia de julgamento dos sete policiais militares acusados da morte de Geovane Mascarenhas de Santana. O crime é julgado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, no Fórum Ruy Barbosa, com previsão de continuidade nesta quinta-feira (18).

No primeiro dia de sessão, iniciado às 9h47, foram ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação. Os trabalhos serão retomados a partir das 8h desta quinta-feira (18), com o interrogatório dos sete réus e a fase de debates em plenário.

A mobilização integra o projeto TJBA Mais Júri, uma resposta do Poder Judiciário da Bahia aos crimes intencionais contra a vida. Regulamentada pelo Decreto Judiciário nº 353/2026, a iniciativa está em sua terceira edição e busca ampliar as sessões plenárias em todo o estado, reduzindo o tempo de tramitação e o acervo de processos pendentes.

Geovane Mascarenhas de Santana desapareceu no dia 2 de agosto de 2014, durante uma abordagem da Polícia Militar no bairro da Calçada, em Salvador. À época com 22 anos, o jovem foi filmado por câmeras de vigilância sendo conduzido por policiais das Rondas Especiais (Rondesp). No dia seguinte, o corpo da vítima foi localizado no Parque São Bartolomeu, no bairro de Pirajá, apresentando sinais de decapitação e carbonização.

No banco dos réus estão os policiais militares Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira. Eles respondem por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

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