Enquanto luta para recuperar a rotina e voltar a realizar atividades como correr, Emerson Pinheiro também enfrenta uma batalha na Justiça. Em entrevista ao Balanço Geral nesta quarta-feira (9), Rogério Matos, advogado do maratonista, fala sobre a sensação de injustiça e luta por cumprimento das decisões judiciais após um pouco mais de um ano do ocorrido.
Segundo o advogado Rogério Matos, que acompanha o caso desde o acidente, há uma “sensação de injustiça”, principalmente diante do descumprimento de decisões judiciais relacionadas ao custeio da sobrevivência e do tratamento de Emerson.
“Há uma certa sensação de injustiça diante da parte, principalmente a parte cível, em que elas não cumprem as obrigações, que inclusive têm decisões judiciais, inclusive liminares, mandando que se façam os pagamentos em relação aos custeios para a sobrevivência do Emerson”, afirmou Matos.
Na esfera criminal, o advogado relembrou a situação de Cleidson, envolvido no acidente, e relembrou o depoimento de testemunhas que, segundo ele, relataram que o motorista estaria embriagado e em velocidade acima da permitida na via.
A gente sabe que o Cleidson estava dirigindo visivelmente embriagado, numa velocidade muito acima da pista, e isto é relato de todas as testemunhas. Ele foi preso em flagrante”, apontou.
Cleidson foi preso em flagrante e permaneceu aproximadamente 30 dias em prisão preventiva. Atualmente, responde ao processo em liberdade e está submetido a medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico.
No momento, Emerson destacou que, enquanto o processo avança, mantém o foco na recuperação. O objetivo é voltar, ainda que parcialmente, à vida que tinha antes do acidente.
“Sei que não vai ser 100%, mas vai ser algo que vai me ajudar ali a sair, a chegar, a fazer o que eu gostava de fazer antes”, afirmou.
Entre os planos está voltar a correr e “aproveitar a vida enquanto há tempo”.