“Vira uma política pública de Estado”, afirma Ana Paula Matos sobre Edital Wanda Chase

Por Redação 14/09/2026, às 12h14 - Atualizado às 12h24

Por Julia Lima 

A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, falou a respeito do caráter estruturante do Edital Wanda Chase de Fomento à Cultura, à Arte e à Memória. Lançado nesta segunda-feira (14), na Casa das Histórias de Salvador. Segundo ela, o edital foi criado para atender a uma antiga demanda de entidades culturais da cidade e tornar mais transparente a distribuição dos recursos públicos.

Ana Paula afirmou que a iniciativa representa, inicialmente, uma homenagem à jornalista Wanda Chase, cujo nome será mantido como referência para as políticas culturais de Salvador.

“Esse edital traz reconhecimento a uma grande mulher, que é a Wanda Chase. É um nome que vai ser perpetuado”, declarou.

De acordo com a vice-prefeita, uma das principais mudanças promovidas pelo edital é a organização das demandas apresentadas pelas entidades culturais. Ela explicou que, anteriormente, os pedidos eram encaminhados individualmente à Prefeitura, o que dificultava o atendimento de todos os grupos.

Segundo a apresentação realizada na manhã desta segunda-feira, o novo modelo deverá contemplar 250 entidades culturais, reunindo as solicitações em um processo único de seleção.

“Quando você faz edital, é algo mais democrático, mais estruturado, com mais transparência. Acho que a primeira demanda é essa: a organização”, afirmou Ana Paula.

A vice-prefeita também ressaltou que a inclusão da iniciativa no Estatuto da Igualdade Racial garante maior continuidade ao programa. Segundo ela, a previsão legal transforma o edital em uma política pública permanente, que deverá ser mantida pelos próximos gestores municipais.

“Definitivamente, quem vier a ser o próximo prefeito ou prefeita vai ter que cumprir. Então vira uma política pública de Estado, e a tendência é só aumentar”, disse.