O primeiro semestre de 2026 registrou uma mudança no perfil da violência armada em Salvador e na Região Metropolitana (RMS). É o que aponta o relatório divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Fogo Cruzado, que indica que mais da metade dos tiroteios ocorreu durante ações e operações policiais.
Entre janeiro e junho, foram registrados 656 tiroteios e disparos de arma de fogo. Desse total, 366 aconteceram durante ações policiais, o equivalente a 56% das ocorrências, o maior percentual da série histórica do Instituto Fogo Cruzado na Bahia.
Ao todo, 637 pessoas foram baleadas no período. Dessas, 487 morreram e 150 ficaram feridas. Mais da metade das vítimas (340) foi atingida durante ações policiais.
Segundo a coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, Tailane Muniz, os dados mostram que a violência letal continua elevada e que a população permanece exposta aos confrontos. “A política de segurança pública não consegue conter os elevados índices de letalidade. A lógica do confronto segue estruturando a atuação do Estado sem efetividade para proteger a população e fazê-la se sentir mais segura.”