Empresário chinês é preso em Feira de Santana suspeito de ser o mandante de incêndios criminosos

Por Redação 21/11/2024, às 21h23 - Atualizado às 19h58

Na manhã desta quinta-feira (21), um empresário chinês de 45 anos foi preso na BR-324, próximo ao Parque de Exposições, suspeito de ser o mandante de uma série de incêndios criminosos que ocorreram em Feira de Santana, na madrugada de 12 de setembro de 2024. A prisão faz parte da segunda fase da Operação Huǒlóng: Dragão de Fogo, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia.

A operação, coordenada pelo Serviço de Investigação da 1ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, contou com o apoio do Núcleo de Inteligência e da Coordenação de Apoio Técnico e Tático à Investigação (CATTI/Sertão). Durante a abordagem, as equipes policiais encontraram com o suspeito duas pistolas Glock e R$ 3.200 em dinheiro.

As investigações apontam que os incêndios foram parte de uma disputa comercial entre empresários chineses. Na primeira fase da operação, foi identificado que o crime foi financiado por um empresário chinês residente em São Paulo, proprietário de uma empresa de importação e exportação. Ele teria pago R$ 50 mil para que os ataques fossem executados, motivado por rivalidades comerciais com as vítimas, também empresários chineses radicados em Feira de Santana.

Os incêndios, realizados por um grupo criminoso com base em São Paulo, foram coordenados por um cabo da Polícia Militar paulista, que articulou a contratação de quatro executores. Na última terça-feira (19), três suspeitos foram presos nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, graças à atuação conjunta das polícias civis da Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Em setembro, os ataques resultaram em três grandes incêndios. O primeiro atingiu um depósito de produtos importados no bairro Pedra do Descanso, destruindo mercadorias avaliadas em cerca de R$ 8 milhões. Em seguida, duas lojas na rua Conselheiro Franco, no Centro de Feira de Santana, também foram incendiadas. Todos os imóveis pertenciam a um mesmo grupo de comerciantes chineses, e os prejuízos totais foram estimados em mais de R$ 15 milhões.

Com a prisão do mandante, as investigações seguem para identificar outros envolvidos e aprofundar os detalhes da atuação do grupo criminoso. A Polícia Civil destaca que a cooperação entre estados e o uso de inteligência foram fundamentais para o avanço das apurações.

A Operação Dragão de Fogo continua sendo um exemplo do combate ao crime organizado, mostrando a importância da integração entre forças de segurança para desmantelar redes criminosas com atuação interestadual e internacional.