Justiça libera, mas impõe restrição e afasta turista de local onde ocorreu injúria racial

Por Redação 26/01/2026, às 06h42 - Atualizado às 06h42

A Justiça da Bahia proibiu que a turista do Rio Grande do Sul presa por suspeita de injúria racial em Salvador frequente a Praça das Artes, no Centro Histórico da cidade, onde ocorreu o episódio. A medida cautelar foi determinada após audiência de custódia realizada na sexta-feira (23).

Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, havia sido presa na quarta-feira (21) por proferir ofensas racistas e cuspir em uma vendedora ambulante negra durante um evento gratuito realizado no local, no Pelourinho. Na decisão, o juiz Maurício Albagli Oliveira acolheu pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e estabeleceu a proibição de acesso à praça por um período de 12 meses.

Durante a audiência, a defesa solicitou o relaxamento da prisão, sob a alegação de ausência de materialidade do crime de injúria racial e de falta de demonstração de flagrante. A Justiça, no entanto, entendeu que ambos os pontos estavam suficientemente comprovados pelos elementos reunidos na investigação.

Apesar disso, o magistrado decidiu conceder liberdade provisória à investigada, acompanhando o posicionamento do MP-BA, com a imposição das medidas cautelares.

Gisele se apresenta nas redes sociais como criadora de conteúdo voltado a viajantes. Ela estava em Salvador há pelo menos sete dias e participou da Lavagem do Bonfim, tradicional festa popular da capital baiana que reúne elementos do catolicismo e de religiões de matriz africana.