Um homem apontado como líder de uma associação criminosa especializada em roubos de cabos elétricos de alto valor foi preso nesta quarta-feira (30), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A prisão ocorreu durante a Operação Cabo de Força, que também cumpriu mandados de busca e apreensão em Salvador e Camaçari.
Segundo a investigação, o suspeito era responsável por planejar os ataques, definir a logística das ações, recrutar outros integrantes e participar diretamente dos roubos. O grupo seria especializado em invadir empresas instaladas em áreas industriais e atua, segundo a polícia, desde 2015.
Um dos crimes investigados aconteceu em 19 de maio, em Mata de São João. Na ocasião, funcionários de uma empresa teriam sido mantidos sob ameaça por cerca de seis horas enquanto os criminosos desligavam a energia da fábrica e retiravam cabos elétricos e outros componentes. O prejuízo estimado passa de R$ 500 mil. Ainda de acordo com a investigação, o grupo utilizava veículos de apoio, rádios comunicadores, máscaras e luvas para executar os ataques. Uma van era usada para transportar os cabos roubados, enquanto outro veículo fazia o monitoramento da área e dava suporte à fuga. Os suspeitos também teriam retirado equipamentos de gravação das câmeras de segurança das empresas.
As diligências também identificaram que um dos investigados utilizava uma motocicleta Honda XRE 300 com placa clonada para seus deslocamentos, estratégia empregada para dificultar sua identificação pelas forças de segurança.
Durante as buscas realizadas em Camaçari, foram apreendidos um veículo, uma motocicleta, um reboque, cabos de alta e média tensão, materiais elétricos, ferramentas e celulares. Um homem encontrado no imóvel foi preso em flagrante por receptação. O irmão do suspeito preso, que também é investigado por participação no grupo, não foi localizado e continua sendo procurado.
A investigação aponta ainda que crimes com características semelhantes foram registrados contra empresas de Feira de Santana, Simões Filho, Dias d’Ávila e Camaçari. Em comum, os casos têm a restrição da liberdade de funcionários e o roubo de cabos e materiais industriais de alto valor.