Um médico urologista está entre os alvos da Operação Brilho do Amanhã, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta quinta-feira (27) para investigar crimes contra crianças e adolescentes. O profissional, que não teve a identidade divulgada, é investigado por estupro de vulnerável e produção e armazenamento de material de pornografia infantil.
O médico mora na Barra, em Salvador, onde uma equipe policial cumpriu mandados de busca e apreensão no prédio onde ele reside durante a madrugada. Segundo as informações divulgadas sobre o alvo, ele é formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e possui especialização realizada nos Estados Unidos.
Operação reúne 120 policiais
A operação mobiliza cerca de 120 policiais e cumpre mandados judiciais em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, São Félix e Conceição do Coité. Na capital, as diligências também ocorrem nos bairros Arraial do Retiro, Arenoso, Costa Azul, Ilha Amarela, Santa Cruz, Calabetão, Pernambués, Fazenda Grande do Retiro, Vila Laura e Paripe.
As investigações também envolvem possíveis crimes praticados no ambiente digital. Durante as buscas, dispositivos eletrônicos podem ser apreendidos para análise, com o objetivo de reunir elementos que auxiliem na identificação de outros possíveis envolvidos e na compreensão da atuação investigada.
Investigação também mira material digital
A Operação Brilho do Amanhã é uma ação permanente da Polícia Civil da Bahia, organizada em ciclos operacionais que envolvem produção de inteligência, cumprimento de medidas cautelares e avaliação dos resultados. O ciclo atual começou no dia 24 e segue até esta sexta-feira (28).
A operação é coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) e conta com apoio do DENARC, DEIC, DHPP, DIP, DRACO, DEPOM, DEPIN e CORE. Também participam equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Polícia Militar da Bahia e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
As investigações seguem em andamento, e os alvos são tratados como investigados, não como condenados, até eventual decisão judicial definitiva.