Operação Falsa Ordem: Polícia Civil desarticula grupo que faturou R$ 4,2 milhões com golpes virtuais

Por Redação 27/05/2026, às 13h03 - Atualizado às 10h48

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), a Operação Falsa Ordem. O objetivo é desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em estelionatos eletrônicos e fraudes virtuais. A ação ocorre simultaneamente em 10 cidades dos estados de São Paulo e Rio Grande do Norte, onde os policiais cumprem mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva.

As investigações são lideradas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). A polícia apurou que o grupo movimentou mais de R$ 4,2 milhões nas fraudes. Além de São Paulo e Rio Grande do Norte, a rede criminosa possuía ramificações no Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco.

A organização criminosa atuava em duas frentes principais:

O golpe do ‘falso advogado’: Os criminosos acessavam informações reais de processos judiciais para entrar em contato com as vítimas. Se passando por defensores ou representantes de escritórios de advocacia, eles utilizavam termos técnicos, documentos legítimos e fotos reais para induzir as pessoas a transferirem dinheiro. Os valores eram solicitados sob a falsa alegação de taxas para liberação de alvarás, custas processuais ou desbloqueio de quantias judiciais.

Furto e troca de cartões: Um núcleo do grupo focava em grandes eventos e shows nas capitais da Bahia, Pernambuco e Paraná. Um dos criminosos fingia ser ambulante e, no momento de passar o pagamento na maquineta, trocava o cartão da vítima por outro semelhante. Com o cartão roubado, o grupo comprava eletrônicos e videogames, que eram revendidos em uma loja de receptação em São Paulo.

De acordo com o delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, a operação é fruto de um trabalho de inteligência focado no crescimento das fraudes eletrônicas. A investigação conseguiu mapear desde os executores das fraudes cibernéticas até os responsáveis pela movimentação financeira do esquema.

As diligências continuam em andamento em São Paulo e no Rio Grande do Norte. O foco principal da Polícia Civil agora é a apreensão de celulares, computadores e dispositivos eletrônicos. O material passará por perícia técnica especializada para identificar outros envolvidos e ampliar o rastreamento do dinheiro desviado.