Operação Gênesis: Polícia Civil caça facção responsável por onda de homicídios em Salvador

Por Redação 16/06/2026, às 06h35 - Atualizado às 06h22

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), a Operação Gênesis. A ação visa cumprir mandados judiciais contra uma organização criminosa com forte atuação nos bairros de Águas Claras e Cajazeiras 5, em Salvador. O grupo é investigado por envolvimento em pelo menos 15 homicídios cometidos entre 2025 e 2026, todos motivados por disputas territoriais e pelo controle do tráfico de drogas.

As investigações são conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI). De acordo com a polícia, as mortes não foram episódios isolados, mas parte de uma estratégia violenta da facção para consolidar seu domínio na região. O principal objetivo da ofensiva é desestruturar a liderança, os gerentes financeiros e os executores do grupo, interrompendo o ciclo de violência armada nas comunidades.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas de forma simultânea em Salvador, nos bairros de Águas Claras, Sussuarana e Nova Sussuarana, além dos municípios de Lauro de Freitas e Retirolândia, no interior do estado. A operação também possui alvos fora da Bahia, com mandados sendo executados em Nova Iguaçu e Macaé (RJ), e em Camboriú e Itapema (SC).

O inquérito aponta que a quadrilha utilizava armas de alto poder ofensivo, mantinha monitoramento constante das forças de segurança e realizava execuções sistemáticas de rivais e de moradores que contrariassem os interesses do bando.

A Gênesis é um desdobramento direto da Operação Saigon, realizada em setembro de 2023 contra a mesma facção. Esta nova fase reúne provas compartilhadas pela Justiça e novos elementos coletados pela Polícia Civil baiana ao longo de quase dois anos de apuração.

Para garantir o cumprimento das ordens judiciais, a megaoperação mobiliza 80 equipes e mais de 300 policiais civis, tornando-se uma das maiores ações integradas do DHPP nos últimos anos. O trabalho conta com o apoio da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP/BA) e das Polícias Civis do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.