Operação Pilot: Polícia Civil prende dupla por aplicar ‘golpe do amor’ e estuprar vítimas em Salvador

Por Redação 26/06/2026, às 09h01 - Atualizado às 07h43

A Polícia Civil da Bahia prendeu, na manhã desta sexta-feira (26), dois homens investigados por integrar um grupo criminoso responsável por roubos, extorsões, estupros e associação criminosa. As prisões ocorreram durante a Operação Pilot, que também cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados no bairro da Federação, em Salvador.

Até o momento, cinco inquéritos policiais subsidiaram a operação. As apurações, no entanto, indicam que o número de vítimas pode ser superior a 15, motivo pelo qual a Polícia Civil prossegue com as diligências para identificar outras pessoas lesadas pelo grupo.

As investigações, conduzidas pela 7ª Delegacia Territorial do Rio Vermelho, apontam que os suspeitos utilizavam aplicativos de relacionamento e redes sociais para atrair as vítimas. Após o primeiro contato, os encontros eram marcados, geralmente, às sextas-feiras e nos fins de semana. Sob o pretexto de seguirem para um local mais reservado, os alvos eram levados para outro imóvel, onde os crimes eram praticados.

Nos locais escolhidos pelo grupo, as vítimas permaneciam com a liberdade restrita por, no mínimo, duas horas. Armados com armas de fogo ou facas, os investigados obrigavam as pessoas a desbloquear os aparelhos celulares para realizar transferências bancárias, além de roubar dinheiro, cartões, aparelhos eletrônicos e outros bens.

As investigações também apontam que algumas vítimas foram submetidas a agressões físicas e violência sexual durante a ação criminosa, o que evidencia o elevado grau de violência empregado pelo grupo.

Os elementos reunidos pela polícia indicam que a quadrilha atuava de forma organizada havia cerca de cinco meses, com divisão de tarefas entre os integrantes e escolha criteriosa das vítimas, sempre utilizando as plataformas digitais para facilitar a aproximação e dificultar a identificação dos autores.

A Operação Pilot foi coordenada pela 7ª DT e o cumprimento dos mandados judiciais contou com o apoio do Departamento de Polícia Metropolitana, o Depom. A ação teve como objetivo interromper a atuação do grupo criminoso, reunir novos elementos de prova e identificar outras possíveis vítimas.