Operação prende empresário suspeito de sonegar mais de R$ 14 milhões em impostos na Bahia

Por Redação 02/12/2025, às 09h43 - Atualizado às 09h43

A operação Fogo Cruzado, deflagrada na manhã desta terça-feira (2), prendeu temporariamente um empresário apontado como líder de um esquema de sonegação fiscal que teria causado prejuízo superior a R$ 14 milhões aos cofres da Bahia. A ação teve como foco um grupo do comércio varejista de armas e munições. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, Feira de Santana, Irecê, Jussara e Coração de Maria, onde também ocorreu a prisão.

De acordo com as apurações, o grupo deixava de repassar o ICMS declarado dentro do prazo legal, de forma contínua, e utilizava diferentes manobras para burlar a fiscalização. Entre elas estão a sucessão empresarial fraudulenta e o uso de “laranjas” como sócios e administradores para ocultar o verdadeiro responsável pelas empresas. As investigações realizadas pela Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa, Ministério Público e Polícia Civil identificaram a criação de negócios vinculados entre si com o objetivo de esconder o proprietário real e adiar indefinidamente o pagamento do imposto devido.

A força-tarefa também apura a associação criminosa e a estruturação de um esquema de lavagem de dinheiro, supostamente ligado ao comércio de joias utilizado como atividade paralela para movimentar valores ilícitos. A operação mobilizou sete promotores de Justiça, 14 delegados, 56 policiais do Necot/Draco, servidores do Fisco Estadual, integrantes do MPBA e policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária.

As instituições que compõem a força-tarefa afirmam que têm intensificado o combate às fraudes tributárias, especialmente à prática de declarar o ICMS e não repassar o imposto ao Estado — conduta considerada crime contra a ordem tributária. Esse tipo de ação, segundo os órgãos, causa prejuízos diretos à população, já que o tributo é pago pelos consumidores, mas não chega aos cofres públicos, comprometendo a oferta de serviços essenciais.

A força-tarefa é integrada pelo Grupo Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Ministério Público da Bahia, pela Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa da Sefaz e pelo Núcleo Especializado no Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária da Polícia Civil.