PM e monitor de presídio são presos por morte de advogada na Bahia

Por Redação 04/08/2026, às 09h31 - Atualizado às 09h31

Um policial militar, de 29 anos, e monitor de ressocialização terceirizado, de 27, foram presos nessa segunda-feira (3), após investigações a respeito da morte da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos. As prisões resultam da operação Vendetta, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. O crime ocorreu em 25 de julho, no município de Itororó.

De acordo com a Polícia Civil, a ação teve como objetivo o cumprimento de três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária contra os investigados por participação na execução do homicídio. Na ocasião, a residência da vítima foi invadida por homens armados, que efetuaram os disparos.

O primeiro alvo, um homem de 27 anos, foi localizado na saída do Conjunto Penal de Lauro de Freitas, onde trabalha como monitor de ressocialização terceirizado. Com ele, foram apreendidos uma pistola calibre 38 TCP, dois carregadores e 23 munições.

Também foram cumpridos outros mandatos de busca e apreensão em dois endereços ligados ao investigado, em Dias d’Ávila. Na ocasião foram apreendidas duas pistolas de airsoft, um fuzil de airsoft, um colete tático, 67 estojos de munições de diversos calibres, dois rádios comunicadores HT e um documento pertencente a outro investigado, um homem de 39 anos. Os materiais apreendidos devem ser submetidos à análise pericial e integrarão o conjunto probatório da investigação.

A operação ainda cumpriu um segundo mandato de apreensão temporária para um outro investigado. Um policial militar da ativa, de 29 anos.

Apurações indicam monitoramento prévio da vítima

Segundo informações, os dois investigados presos, juntamente com outro homem, de 39 anos, e um quarto indivíduo, ainda não identificado, deixaram o município de Dias d’Ávila na noite de 24 de julho com destino a Itororó. Na madrugada do dia seguinte, o grupo dirigiu-se à residência da vítima, onde, segundo as investigações, o homicídio foi praticado.

As investigações também indicam que, nos dias 20 e 21 de julho, os investigados já haviam realizado deslocamentos ao município para monitorar a rotina da advogada.

Motivação

Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por uma dívida que um sobrinho da vítima teria contraído com um homem de 20 anos, residente em Camaçari.

“As investigações apontam que o crime está relacionado a um contexto de cobranças decorrentes de um suposto prejuízo financeiro atribuído a um familiar da vítima, hipótese que segue sendo apurada pela Polícia Civil. Com base nas provas reunidas até o momento, a autoridade policial representou pela decretação das prisões temporárias dos investigados. Até o momento, dois deles já foram presos,” afirmou o diretor regional da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sudoeste), delegado Roberto Júnior.

De acordo com a investigação, também foi possível identificar os dois veículos utilizados na ação criminosa. Foi constatado ainda que os automóveis haviam sido locados e que um deles circulava com placa adulterada. Após o cumprimento das ordens judiciais, os investigados presos foram conduzidos à unidade policial, onde passaram pelos procedimentos legais e permanecem custodiados à disposição do Poder Judiciário.

A operação foi realizada por equipes da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sudoeste), da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (21ª COORPIN/Itapetinga), com apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sudoeste), do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO) e da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia. As diligências continuam para localizar os demais investigados, aprofundar as investigações e promover a responsabilização criminal dos envolvidos.