Policial penal é afastado por cobrar taxas para liberar detentos em Salvador

Por Redação 31/03/2025, às 09h04 - Atualizado às 08h20

O policial penal Francisco Carlos da Cunha foi afastado do cargo após ser acusado de cobrar taxas a detentos da Casa do Albergado e Egresso (CAE), em Salvador, para permitir que passassem a noite fora da unidade. A medida foi determinada pela 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador, após denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

O agente foi alvo da segunda fase da Operação Falta Grave, que cumpriu mandado de busca e apreensão em sua residência nesta segunda-feira (31). Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), Francisco Carlos operava um esquema de propina dentro da unidade prisional, ao lado de outros quatro servidores denunciados na primeira fase da operação, deflagrada em setembro de 2024.

Esquema de cobranças

De acordo com o MP-BA, os valores cobrados variavam entre R$ 20 e R$ 70 por dia, podendo aumentar em feriados e fins de semana. Os agentes burlavam os registros oficiais com assinaturas retroativas para acobertar as ausências dos internos.

As investigações indicam que o esquema era amplamente conhecido entre os detentos dos regimes fechado e semiaberto, que procuravam os servidores envolvidos ao progredirem de regime para obter a liberação indevida. O policial penal responderá por corrupção passiva e associação criminosa.