ACM Neto critica índices de violência e defende mudanças na segurança da Bahia

Por Redação 05/06/2025, às 23h05 - Atualizado 06/06/2025 às 01h33

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou duramente a condução da segurança pública na Bahia durante o fórum “SOS Bahia – Caminhos para mudar a segurança pública do nosso estado”, realizado nesta quinta-feira (5), em Salvador. O evento, promovido pelo partido e pela Fundação Índigo, reuniu cerca de 3 mil pessoas e contou com a presença de políticos e especialistas da área.

Na ocasião, foi apresentada uma Carta Compromisso com propostas voltadas ao enfrentamento da violência no estado. Segundo o Atlas da Violência, a Bahia registrou 6.616 homicídios em 2023, o maior número absoluto do país. O estado também aparece entre os líderes em mortes de jovens e concentra sete das dez cidades mais violentas do Brasil.

Em sua fala, ACM Neto afirmou que os dados refletem uma crise prolongada na segurança pública e criticou a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). “Os números da violência são alarmantes. Falta comando e prioridade na área de segurança”, declarou.

Entre os presentes estavam o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o senador Sergio Moro, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, o deputado federal Capitão Alden, além do especialista em segurança Rodrigo Pimentel, ex-capitão do BOPE.

A Carta Compromisso apresentada no evento reúne sugestões como:

  • Maior integração entre as forças de segurança estaduais e federais;
  • Criação de unidades especializadas no combate a facções e tráfico de drogas;
  • Reestruturação das carreiras policiais e investimento em formação e equipamentos;
  • Programas sociais voltados a jovens em áreas de maior vulnerabilidade.

Os organizadores destacaram a experiência de Goiás como referência, mencionando ações adotadas no estado para redução da criminalidade. O documento também chama atenção para a precariedade em algumas regiões da Bahia, onde há falta de delegacias, viaturas e efetivo policial.

Além de propor ações na esfera da repressão, a carta aponta a necessidade de políticas complementares nas áreas de educação, cultura, saúde mental e emprego, com foco na prevenção da violência.