Por Záfya Tomaz
O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta quinta-feira (17) que a nova fase da Operação Overclean estaria sendo utilizada como instrumento de interferência na disputa eleitoral. Em nota, o ex-prefeito de Salvador negou envolvimento com as irregularidades investigadas e classificou as informações divulgadas sobre seu nome como “vazamentos seletivos”.
A manifestação ocorre após a informação de que a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para realizar uma busca e apreensão relacionada a ACM Neto. O pedido foi negado pelo ministro Kássio Nunes Marques.
A Overclean investiga suspeitas de fraudes em contratos públicos, e a décima fase da operação tem entre os alvos empresários e um ex-secretário de Educação de Belo Horizonte. Segundo a PF, os contratos sob investigação envolvem serviços e materiais didáticos firmados entre 2024 e 2025.
ACM Neto afirmou que a operação teve início em dezembro de 2024 e que, desde então, não houve apontamento de conduta que o vinculasse à prática de atos ilícitos. O candidato também citou a decisão do STF como argumento para contestar as suspeitas divulgadas.
Na nota, Neto relacionou a divulgação do caso ao calendário eleitoral, destacando que faltam 17 dias para o primeiro turno. Ele também afirmou que pretende manter a campanha normalmente e seguir percorrendo o estado até a votação.
“Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia”, declarou.
O candidato ainda afirmou que não pretende mudar a estratégia de campanha e disse que seguirá apresentando suas propostas ao eleitorado até 4 de outubro.