Por Záfya Tomaz
O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolfo Loyola, rebateu nesta sexta-feira (3) as críticas do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que afirmou que o Governo do Estado tem uma dívida de R$ 20 milhões com a capital e que, sem a atuação da Prefeitura, alguns equipamentos públicos já teriam fechado.
Questionado sobre a declaração, Loyola afirmou que a gestão municipal deveria, antes, esclarecer os débitos que mantém com a Embasa. “Eu não vi a declaração, mas acho que o prefeito podia procurar a Embasa para saber o tamanho do débito que eles têm com a empresa, um débito bilionário”, disse.
O secretário também defendeu os investimentos realizados pelo governo estadual em Salvador e afirmou que obras estruturantes e equipamentos de saúde só foram viabilizados pela gestão estadual. “Se não fosse o Governo do Estado, nós não teríamos metrô, não teríamos as avenidas de vale, nem hospitais cuidando da população soteropolitana”, declarou.
Loyola ainda criticou a atuação da Prefeitura na área da saúde e da educação infantil.
“O prefeito e o governo do ex-prefeito não fazem uma unidade básica de saúde. Salvador tem a pior assistência básica de saúde entre as capitais do Brasil e a pior assistência em creches”, afirmou.
Ao finalizar, o secretário disse que Bruno Reis deveria avaliar a própria gestão antes de direcionar críticas ao Executivo estadual.
“Ele tem que primeiro verificar qual é a margem do governo dele para depois poder criticar o Governo do Estado, que faz tão bem o seu papel, inclusive para os soteropolitanos”, concluiu.