Gabriela Encinas
O deputado Adolfo Menezes (PSD), saiu em defesa do governo estadual quanto à política de empréstimos para financiar obras e serviços, isso por conta da aprovação de um empréstimo para Jerônimo Rodrigues (PT) realizada na tarde desta terça-feira (6) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Adolfo afirmou que o nível de endividamento da Bahia está bem abaixo do limite permitido por lei e que a prática é comum em todas as esferas públicas, sendo essencial para o Estado.
“É bom que todos, que às vezes criticam ou que queiram se inteirar dessa questão de empréstimo, primeiro: um governo tomar empréstimo é a coisa mais normal do mundo, faz parte do processo administrativo de qualquer estado, de qualquer prefeitura, qualquer ente público”, afirmou o deputado. Segundo Adolfo, enquanto a Bahia está utilizando apenas 40% da sua capacidade de endividamento, outros estados mais ricos já ultrapassaram esse teto. Ele citou os casos de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que, de acordo com o parlamentar, enfrentam situações muito mais delicadas.
“O importante, se vocês levantarem os principais estados do Brasil, que é São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, são aí os quatro maiores do Brasil, a quantidade de empréstimo que eles já tomaram. Então, por exemplo, São Paulo, que é o maior estado do Brasil, já está em 160% da sua capacidade, quer dizer, já ultrapassou aos 100%. Rio Grande do Sul, 180%. Rio de Janeiro, a mesma coisa (180%). Minas Gerais, que está entre os quatro mais ricos do país, há poucos dias o governo federal teve que renegociar as dívidas senão não ia conseguir pagar nem os funcionários”, relatou.
O parlamentar ainda disse que “a Bahia é um estado pobre, a nossa arrecadação […] nós estamos aí na 16ª posição, a Bahia recebe proporcionalmente menos que o estado de Sergipe”. E por ser um estado com baixa arrecadação, precisa buscar apoio financeiro externo para atender suas demandas. “A Bahia é muito grande, nós não temos, vamos dizer, dinheiro de arrecadação suficiente para investir em todas as áreas: educação, infraestrutura, sistema de água, então super normal”, explicou.