Durante a Festa de Iemanjá, realizada nesta segunda-feira (2), o secretário de Relações Institucionais do Governo da Bahia, Adolpho Loyola, afirmou que o governo estadual aguarda uma definição oficial do senador Angelo Coronel sobre seu futuro político. Segundo ele, há informações de que o parlamentar pode deixar o PSD, mas até o momento não houve uma comunicação formal de saída da base governista. “Pelo que a gente sabe, é que ele estaria de saída do PSD, mas não nos oficializou a saída da base do governo”, declarou.
Loyola destacou que o diálogo segue aberto com Coronel e com parlamentares ligados ao senador. “Tanto ele, como os deputados estaduais, o deputado estadual Ângelo Filho e o deputado federal Diego, a gente tem conversado”, afirmou. O secretário acrescentou que o governo também aguarda o posicionamento oficial do PSD, partido ao qual Coronel é filiado. “A gente fez uma conversa com o senador Otto Alencar, que é o presidente do partido. E aí nós vamos aguardar”, completou.
De acordo com Loyola, o governo não trabalha com antecipações nem com decisões precipitadas sobre a composição da base. “Nós não estamos fazendo antecipação de nada, nem de tirá-lo da base”, disse. Segundo ele, a organização política será feita após esse período de diálogo, envolvendo os partidos aliados. “Somos nove, dez partidos da base nossa, e aí nós vamos começar a definir a melhor chave”, explicou.
Questionado sobre a possibilidade de aliados de Angelo Coronel serem remanejados de cargos no governo, Loyola afirmou que qualquer decisão dependerá da escolha do senador. “Vai depender do que ele decidir. Se ele decidir ir para a oposição, não faz sentido as pessoas estarem no governo”, afirmou. Ainda assim, o secretário ressaltou que não há pressa. “A gente quer, com serenidade, com conversa, com diálogo, sentar com os partidos e decidir a melhor chave”, pontuou.
Ao projetar o cenário eleitoral para outubro, Loyola afirmou que a base governista segue confiante e focada na organização interna. “Nós temos uma base política sólida, com nove partidos”, disse. Segundo ele, o governo continuará dialogando com prefeitos e lideranças políticas para definir a chapa. “Nós temos um compromisso com a Bahia e com os partidos da base, não só com pessoas físicas ou outro candidato que seja”, concluiu.