A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou nesta quinta-feira (25) uma manifestação à Corte de Cassação da Itália defendendo a extradição de Carla Zambelli para o Brasil. No documento, o governo brasileiro assumiu compromissos internacionais visando a cooperação jurídica entre os dois países.
A manifestação da AGU antecede o julgamento do tribunal italiano, previsto para as próximas semanas, que analisará o novo pedido de extradição feito pelo Brasil. O Estado brasileiro reforçou que a solicitação cumpre rigorosamente os parâmetros do Tratado de Extradição firmado entre as duas nações e as normas internacionais em matéria penal.
O pedido baseia-se na segunda condenação de Zambelli, que recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso ocorreu às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, quando ela foi filmada perseguindo o jornalista Luan Araújo em São Paulo.
O documento aponta que a parlamentar possui dupla cidadania e deixou o território brasileiro antes do início do cumprimento da pena. A defesa internacional do Brasil tenta reverter o histórico recente, já que no mês passado a mesma Corte italiana negou um primeiro pedido de extradição.
Aquela primeira recusa da Justiça italiana envolvia outra condenação de Zambelli, de 10 anos de prisão, relacionada à invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.