AGU pede à PF investigação por racismo contra ministra baiana do TSE Vera Lúcia

Por Redação 22/05/2025, às 06h49 - Atualizado às 06h53

O advogado-geral da União, Jorge Messias, solicitou nesta quarta-feira (21) à Polícia Federal a abertura de investigação para apurar o episódio de discriminação racial contra a ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana Araújo. Natural de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, Vera é advogada e ativista do movimento de mulheres negras.

O caso ocorreu na última sexta-feira (16), durante o seminário “Gestão Pública – Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação”, realizado em Brasília. A ministra foi barrada na entrada do evento, mesmo após apresentar sua carteira funcional. Ela só conseguiu acessar o local após solicitar providências e, mesmo assim, relatou ter sido destratada.

O episódio foi denunciado publicamente na terça-feira (20) pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, durante sessão da Corte. “A ministra foi vítima de racismo. Isso agride a ela, à Justiça Eleitoral e à sociedade brasileira”, afirmou Cármen.

No pedido encaminhado à PF, Messias solicitou “máxima urgência” na identificação dos responsáveis e na adoção de medidas legais. “Reitero o compromisso da Advocacia-Geral da União com a defesa dos direitos fundamentais e o enfrentamento de todas as formas de discriminação, especialmente o racismo estrutural que persiste nas instituições”, destacou.

Em ofício enviado ao TSE, a AGU informou que o controle de acesso ao auditório, localizado no prédio do Centro Empresarial da Confederação Nacional do Comércio (CNC), é feito por funcionários terceirizados contratados pelo condomínio.

Apesar do constrangimento, a ministra participou do painel “Mecanismos de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação”, que fazia parte da programação do seminário.

Com informações da Agência Brasil.