Bolsonaro chama investigações de ‘historinha de golpe’ e critica punições do 8 de janeiro

Por Redação 16/03/2025, às 18h07 - Atualizado às 19h07

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou as investigações sobre a tentativa de golpe de 2022 como ‘historinha’ e criticou as punições impostas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi feita neste domingo (16), durante ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, que reuniu aliados em defesa da anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.

Bolsonaro afirmou que, se estivesse no Brasil no dia dos ataques, estaria ‘preso ou morto’ e que será um problema para seus adversários. Ele também sugeriu que a Justiça tenta condená-lo a uma pena maior. “Se é 17 anos de prisão para pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim”, disse.

A manifestação teve a presença dos governadores Cláudio Castro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), além de deputados e senadores bolsonaristas. Tarcísio ironizou as punições do 8 de janeiro. “O que fizeram? Passaram batom?”, disse, em referência a uma mulher presa por vandalizar uma estátua com batom diante do STF.

Bolsonaro esperava reunir 1 milhão de pessoas, mas um levantamento do Monitor do Debate Político no Meio Digital, em parceria com a ONG More in Common, estimou 18,3 mil presentes. O cálculo foi feito por meio de fotos de drones e inteligência artificial. Em 7 de setembro de 2022, um ato bolsonarista no mesmo local reuniu 64,6 mil pessoas, segundo a mesma metodologia.