VÍDEO: Bruno Reis critica tarifaço de Trump e responsabiliza Lula pela ação americana

Por Redação 18/07/2025, às 14h31 - Atualizado às 16h31

Durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (18), na entrega da requalificação da Avenida Jorge Amado, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), foi questionado pelo Taktá sobre o tarifaço anunciado por Donald Trump contra o Brasil. Em resposta, o gestor culpou indiretamente o governo Lula (PT) pelo agravamento das tensões internacionais que, segundo ele, afetam o setor produtivo brasileiro.

“Infelizmente, a gente vê essa guerra, esse extremismo que vive o país, a condução da política internacional, a interferência da política em questões tributárias. Então tudo isso é um absurdo”, disse se mostrando contra o tarifaço. Mas Bruno Reis apontou as alianças mantidas pelo atual governo com países e figuras polêmicas como fatores que alimentam conflitos internacionais.

“A partir do momento que o Brasil vai se aliar com o Hamas, vai se aliar com o Irã, vai se aliar com a Rússia, vai defender ex-presidente da Argentina que está presa por corrupção acaba gerando conflitos internacionais. As críticas que são feitas ao governo norte-americano, a gente espera que todo mundo tenha sensatez e não prejudique o mercado brasileiro, os produtores brasileiros, a indústria brasileira que gera emprego, gera tributo”, afirmou o prefeito, em referência a posturas tomadas pelo presidente Lula, mas também se mostrando preocupado com os reflexos internos dessa disputa geopolítica.

O comentário ocorre após Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e enviar uma carta diretamente ao presidente Lula. O republicano justificou a medida dizendo que o julgamento de Bolsonaro no STF é uma “vergonha internacional” e afirmou: “Estamos fazendo isso porque eu posso”.

Ele ainda demonstrou preocupação com o impacto fiscal nos municípios: “Nós, prefeitos, temos que governar uma queda de arrecadação que está ocorrendo, com um cenário de incerteza para o ano que vem”. Ao encerrar, o prefeito criticou o clima de radicalização e cobrou equilíbrio diante do ano eleitoral: “O que a gente espera, é bom senso, que é o que está faltando, é união, a eleição e até ano que vem, não deixar que a eleição contamine, infelizmente, esse ambiente que é cada vez mais radical e de extremismo”.

 

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