Sessão na CMS é encerrada com professores cobrando pagamento do piso salarial

Por Redação 19/05/2025, às 17h16 - Atualizado às 19h29

Gabriela Encinas

Em mais um capítulo da mobilização dos servidores municipais de Salvador, professores da rede pública e integrantes da APLB Sindicato tomaram a Praça Municipal e acompanharam a sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador (CMS), realizada na tarde desta segunda-feira (19).

O protesto tem como foco a insatisfação com a proposta de reajuste salarial enviada pelo Executivo à Casa Legislativa. Durante a leitura do expediente pelo vereador Orlando Palhinha (União Brasil), os manifestantes não se calaram e gritos como “queremos o piso” foram ouvidos no auditório do Centro de Cultura da CMS, onde as sessões estão sendo realizadas.

O projeto de reajuste foi encaminhado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) na última sexta-feira (16), mas a oposição alegou não ter sido informada previamente sobre o conteúdo do projeto, o que impossibilitou qualquer tipo de acordo durante a sessão.

A proposta prevê um aumento de, no mínimo, 6,27% para os profissionais do magistério municipal, com pagamento escalonado por nível. No entanto, a APLB criticou a medida e afirmou que a diferença entre os vencimentos atuais e o piso nacional do magistério ainda é significativa.

Diante da pressão e falta de acordo entre os líderes da cada, oposição e governo, o presidente da CMS, Carlos Muniz (PSDB), decidiu suspender a sessão. A mobilização dos professores, mesmo com a greve considerada ilegal pela Justiça da Bahia, continua firme, e a categoria promete seguir pressionando até que o piso nacional seja integralmente implementado em Salvador.