Celso Sabino anuncia saída do Ministério do Turismo ao presidente Lula

Por Redação 20/09/2025, às 17h31 - Atualizado às 13h12

O ministro do Turismo, Celso Sabino, comunicou nesta sexta-feira (19) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  que vai deixar o cargo nos próximos dias. A decisão ocorre após o União Brasil determinar que seus filiados entreguem os postos que ocupam na gestão federal em até 24 horas, em meio a divergências políticas e eleitorais com o governo.

Sabino, deputado federal licenciado pelo Pará, deve reassumir seu mandato na Câmara dos Deputados após quase dois anos à frente do ministério. Apesar do desembarque, o ministro pediu para permanecer no posto até o retorno de Lula de Nova York, onde o presidente participará da Assembleia Geral da ONU. A expectativa é que a carta de demissão seja entregue na próxima quinta-feira (25).

Durante a conversa no Palácio da Alvorada, Sabino explicou que gostaria de concluir agendas já marcadas pela pasta. Paralelamente, iniciou articulações para indicar a atual secretária-executiva do Turismo, Ana Carla Lopes, como sucessora. Lembrando que Ana Carla não é filiada ao partido e por isso não teria impedimento de assumir o cargo por Sabino.

O rompimento do União Brasil com o governo Lula foi formalizado em resolução aprovada pela direção nacional do partido, que prevê punições disciplinares, inclusive expulsão, a quem desobedecer a ordem. O movimento ganhou força após reportagens apontarem suposta ligação entre o presidente da legenda, Antonio de Rueda, e o PCC — vínculo negado por ele. A sigla acusa o Planalto de usar a máquina pública para desgastar sua cúpula.

Apesar da saída de Sabino, outros dois ministros ligados ao União Brasil permanecem no governo: Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Ambos ocupam as pastas por indicação pessoal do senador Davi Alcolumbre (União-AP) e não são filiados ao partido, o que os isenta da determinação da legenda.

Nos bastidores, aliados de Sabino afirmam que ele desejava permanecer no cargo ao menos até a realização da COP30, marcada para novembro de 2025 em Belém. A decisão do União, no entanto, antecipou a sua saída e abriu uma disputa pelo comando do Turismo.