Vídeo: Vereador rasga contracheque durante protesto de professores em Camaçari

Por Redação 09/04/2026, às 18h15 - Atualizado às 19h03

Uma confusão generalizada tomou conta da Câmara de Vereadores de Camaçari nesta quinta-feira (9), durante um protesto de professores da rede municipal de ensino. Os educadores ocuparam o plenário para cobrar celeridade na tramitação do projeto de lei que trata do reajuste salarial da categoria, que, segundo eles, está parado na Comissão de Finanças e Orçamento por falta de vontade política de vereadores da oposição.

Em meio à manifestação, a presidente do Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal de Camaçari, Sara Santiago Carneiro, mostrou seu contracheque ao vereador Jamesson como forma de protesto. Em resposta, o parlamentar rasgou o documento e o arremessou, atitude que gerou revolta entre os presentes e intensificou o clima de tensão dentro do plenário.

Em nota, o Sispec declarou: “O SISPEC manifesta público e veemente repúdio ao ato de violência praticado pelo vereador Jamesson contra a professora Sara Santiago, presidenta do sindicato, na Câmara Municipal de Camaçari. Ao rasgar um contracheque e arremessá-lo contra o rosto da educadora, o parlamentar não apenas quebrou o decoro esperado de seu cargo, mas cometeu um ato de agressão pessoal e simbólica contra toda a categoria, majoritariamente feminina”.

A entidade também afirmou: “O episódio envergonha a política do município e revela um profundo desrespeito à categoria dos professores e à democracia. Esta conduta configura uma tentativa de intimidação e reforça práticas autoritárias que não podem ser toleradas no ambiente público”.

Após a repercussão, o vereador se pronunciou e rebateu as críticas. Em sua fala, declarou: “Eu queria pedir perdão. Perdão o quê, rapaz? Olha para esse vídeo das próprias professoras denunciando a diretora do sindicato, que tem um marido empregado na prefeitura”. Em seguida, ampliou as críticas à gestão municipal: “Eu tenho que pedir ao prefeito que peça perdão aos alunos que estão sem fardamento há um ano e quatro meses. Cadê o material escolar? Tem escola precisando de reforma, como em Monte Gordo e no Caíque”.

O parlamentar também afirmou: “É o sindicato que tem que pedir perdão aos professores que estão a serviço do prefeito. E o prefeito precisa tratar essa categoria e, principalmente, os estudantes com respeito”. Ele concluiu dizendo que acredita que “as mães e os alunos de Camaçari não estão satisfeitos com a gestão da educação”, em meio ao aumento da tensão política em torno do caso.

O vereador também, ao ser questionado por um internauta — “O senhor precisa explicar sobre a agressão que fez contra a mulher, rasgando o documento dela” —, respondeu: “Por que tantos ataques? É fácil atacar um negro, né? Estou acostumado com vocês petistas, racistas seletivos”, alegando perseguição por parte de opositores.